Tribal

Grupo da disciplina de Sociedade, Cultura e Tecnologia

Alguém viu o testamento de Adão por aí?

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É fato que tudo vem de algum canto, não existe esse produto que não faz referência a outros produtos, visto que nossa própria vida está vinculada a estas obras. Pode-se observar isto na adoção de clichês que saem das telinhas. Quem foi que nunca falou o conhecido: “Que magavilha!”. O fato de eu utilizar esse clichê nas ruas, tudo bem né? Ou eu devo pagar uma indenização por isso também? E se eu colocar o sirizinho daquela marca de cerveja (eu posso falar Skol, ou tenho que pagar indenização também?)  no meu vídeo caseiro, durante quatro segundo e sair distribuindo por aí?

Aí tem problema, meu caro Watson.  Então quer dizer que devemos pedir permissão agora pra reproduzir, né? Tá bom, então (ao estilo do rei Francisco I, da França) gostaria muito de ver a autorização por escrito do siri da praia, dizendo a marca de cerveja que ela pode usar de sua imagem. Ou deveria pedir o depoimento dos ratinhos americanos, citando alegres e satisfeitas que empresas têm a exclusividade de sua reprodução? Ou seria melhor dá uma boa conferida no testamento de Adão?

Na minha opinião, Copyright é o novo termo que empresas utilizam pra fazer referência a hipocrisia. Aonde se quer chegar com isso? Me faça o favor, se não quer que as pessoas reproduzam seus “desenhozinhos”  escondam eles em cofres de segurança máxima e não deixe  que nem mesmo sua mãe saiba da existência dele. Ou então, comece a processar todas as criacinhas de 5 anos que desenham o Mickey em seus cadernos. Ai é, assim não é crime né? Pois eu tinha um amigo no jardim da infância que vendia os desenhos do ratinho pros coleguinhas. Foi mal, cara, te dedei, agora os caras já devem tá batendo na tua porta, cobrando milhões, enquanto deixam solto o cara que fez aquilo na cara do Michael Jackson. (O assunto é sério, a indenização pra quem baixa duas músicas da internet é superior pra um açougueiro que ampute a perna de uma pessoa numa cirurgia. )

Tenho que concordam com Lessig na seguinte afirmação: “Seu objetivo não é simplesmente proteger o que é deles. Seu objetivo é assegurar que tudo o que existe é aquilo que é deles.”

Só pra constar, já que tenho que pedir permissão  pelo que vou produzir, me responde só uma coisa: O que é que eu posso produzir mesmo, em?

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